Eu olhei para a minha vida e percebi:
Está tudo certo. Amigos, trabalho, casa, meus dias...
E coisas incríveis me acontecem sempre.
Então eu me olhei e percebi que ela continuava aqui, a sensação de que um pedaço me faltava.
E aquela insegurança constante. E a angústia.
A impressão que tenho é que eu e minha vida só valemos algo se alguém me diz 'olha isso que você é/fez: você tem valor'. E por algum tempo eu achei que era algo relacionado a pessoas por quem eu me apaixono. Mas não é. É, especialmente, por qualquer pessoa que eu preze/respeite/admire (não ouso dizer que seja exclusivamente, contudo).
E eu fico me perguntando... e eu? E minha opinião sobre mim e meus sucessos?
Mas eu vejo os minhas falhas, entre ações e percepções. E as acho enormes e inadmissíveis.
E minha vontade é me esconder embaixo da cama e ficar lá para sempre.
Acredito que algumas falhas que algumas sejam mesmo inadmissíveis mesmo - mas não todas. E acredito também que elas não devem anular acertos. Eu não posso acordar um dia sendo outra pessoa. E preciso me lembrar isso sempre.
Sim, existem coisas a trabalhar, a melhorar. E algumas delas vão demandar tempo.
Mas eu estou aqui hoje. Agora.
E quero muito, muito ser feliz. E ter o que oferecer àqueles que amo (e a mim).
E está tudo certo...
Então eu não aceito, sob hipótese, ser a pessoa que se põe no meu caminho.
Respire.
¤
domingo, 10 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
Da Necessidade
Certos dias, tudo que eu quero fazer é pedir desculpas por ser quem eu sou.
E se eu pudesse, rastejaria por aí ao invés de andar.
Nesses dias, eu preciso tomar cuidado com cada pensamento, cada palavra.
Pois eu me recuso a me desculpar por ser simplesmente.
Mas o que fazer, nesses dias, com a sensação de que é para mim, mais do que a qualquer outra pessoa, que, por ser quem sou, eu sinto necessidade de pedir perdão?
¤
E se eu pudesse, rastejaria por aí ao invés de andar.
Nesses dias, eu preciso tomar cuidado com cada pensamento, cada palavra.
Pois eu me recuso a me desculpar por ser simplesmente.
Mas o que fazer, nesses dias, com a sensação de que é para mim, mais do que a qualquer outra pessoa, que, por ser quem sou, eu sinto necessidade de pedir perdão?
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domingo, 24 de fevereiro de 2013
Não Hoje
Não é um vazio. Não dessa vez.
Eu costumo sentir um grande vazio no peito.
Não hoje.
Hoje eu sinto.
Eu costumo, pelo menos no passado recente, ser um grande
poço de ansiedade e medos.
Não hoje.
Hoje eu tenho paz. E amor. E gratidão.
Eu costumo ter medo dos fins ou dos desencontros da vida.
Não hoje.
Hoje eu tenho fé em mim --
Fé na vida, nas pessoas e no universo.
Às vezes, tudo que eu queria era conseguir um mapa. Para não me
perder de mim ao me perder na vida; para não me perder em mim ao me perder da
vida.
E poder voltar sempre aqui.
Eu sei, eu sei. Não há mapa. É preciso dar um passo de cada
vez. E a confiar nos próprios passos, ainda que não se saiba bem onde pisar no
escuro. E sem saber bem onde os caminhos, tanto os meus quanto os da vida, vão
levar.
E voltar aqui apenas quando possível for.
E tudo bem. Quando consigo raspar o medo que se acumula em cada junta do
meu corpo, é uma delícia caminhar sem saber exatamente por onde estou andando.
Quando eu sei exatamente quem eu quero ser. E onde quero chegar em
mim – pois a vida é para se perder.
Dias como hoje.
Eu costumo sentir um grande vazio no peito.
Não hoje.
Hoje eu sinto.
Amor, gratidão, fé.
Hoje eu tenho paz. E me sinto um pouco menos...
Só.
¤
Para Não Esquecer
Eu me esqueci.
Eu me criei um santuário, um espaço de intimidade onde eu posso me encontrar
E lembrar daquilo que não se deve esquecer...
E me esqueci.
¤
Eu me criei um santuário, um espaço de intimidade onde eu posso me encontrar
E lembrar daquilo que não se deve esquecer...
E me esqueci.
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